Transparência sob ataque: A retirada da cotação do dólar no Brasil

Decisão do Google após pressão política expõe a fragilidade na gestão econômica do governo

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Transparência sob ataque: A retirada da cotação do dólar no Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em uma decisão polêmica, o Google suspendeu a exibição da cotação do dólar no Brasil, após pressão direta do governo Lula. O movimento ocorre após um ofício da Advocacia-Geral da União ao Banco Central questionar os valores exibidos pela ferramenta no feriado de Natal. Segundo dados do Google, o dólar chegou a ser cotado a R$ 6,38, bem acima do registrado oficialmente em 23 de dezembro, R$ 6,18. Para a AGU, essa discrepância seria “desinformação”.

A justificativa governamental, no entanto, suscita dúvidas: a suspensão de informações públicas em meio ao aumento da cotação reflete a preocupação em esconder uma economia fragilizada. Especialistas indicam que a decisão demonstra um viés autoritário, prejudicando a transparência dos dados financeiros e minando a confiança de investidores em um país onde a moeda oscila por incertezas políticas.

O Google, por sua vez, alegou que utiliza provedores globais terceirizados para dados financeiros e prometeu investigar possíveis inconsistências. No entanto, a retirada reforça a sensação de que o Brasil vive um cerceamento informacional, evidenciando um governo que prefere maquiar a realidade a enfrentá-la com competência e responsabilidade.