A presidente do TSE, Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais dez diretrizes de conduta para magistrados que atuarão nas eleições de 2026. Entre as medidas estão a divulgação de agendas com advogados e partidos, a proibição de manifestações políticas inclusive em redes sociais, a vedação ao recebimento de presentes que comprometam a imparcialidade e a orientação para evitar confraternizações com candidatos. Segundo a ministra, “Não há tolerância com práticas que não sejam adequadas aos princípios de decência e honestidade.”
O objetivo, segundo o TSE, é uniformizar procedimentos e reforçar a credibilidade institucional. As regras buscam ampliar a transparência e preservar a confiança do eleitor no processo eleitoral.
O anúncio, no entanto, reacende discussões sobre coerência e aplicação uniforme de padrões éticos dentro do próprio Judiciário. Em um ambiente de crescente escrutínio público, a efetividade das diretrizes dependerá não apenas do texto formal, mas da disposição real de cumpri-las em todas as instâncias.