Pelo menos cinco cidadãos americanos foram detidos na Venezuela nos últimos meses, segundo autoridades dos EUA, em meio à escalada de tensões com o governo de Nicolás Maduro. A prática, comparada às táticas russas de troca de prisioneiros por vantagens diplomáticas, reforça a percepção de que o regime venezuelano usa reféns como ferramenta política.
Enquanto Trump aperta o cerco com ataques a embarcações de drogas, drones da CIA e bloqueio de petróleo, Maduro mantém centenas de prisioneiros políticos, muitos detidos após a eleição contestada de 2024. Dezenas foram liberados recentemente, mas milhares seguem detidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou: “A situação com o regime venezuelano é intolerável para os Estados Unidos.”
No cenário regional, Lula comentou que “ataques ao continente não podem ser tolerados”, sem, porém, posicionar-se sobre a prisão de americanos ou a repressão interna na Venezuela. A omissão levanta questionamentos sobre a defesa de direitos e da democracia diante de ditaduras na América Latina.