O empresário Daniel Vorcaro tentou reverter no Tribunal de Contas da União a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil em 18 de novembro. No mesmo dia em que foi preso pela primeira vez, protocolou petição com sete pedidos, incluindo sigilo absoluto, limitação à venda de ativos e inspeção na atuação do BC.
O relator do caso, Jhonatan de Jesus indicado por Ciro Nogueira, que admite relação pessoal com Vorcaro atendeu ao pedido de confidencialidade. O sigilo só caiu após solicitação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que teve acesso aos autos.
A defesa alegava que a liquidação foi “apressada” e propunha alternativa com aporte do FGC e venda da Fictor. Dias depois, a empresa virou alvo da Operação Fallax por suspeitas de irregularidades. Em 24 de março, o relator suspendeu o processo, ampliando questionamentos sobre as conexões reveladas ao longo do caso.