Wagner Moura politiza prêmio internacional e volta a falar em “ditadura” fora do país

Ator associa governo Bolsonaro a “comando fascista” durante coletiva no Globo de Ouro

· 1 minuto de leitura
Wagner Moura politiza prêmio internacional e volta a falar em “ditadura” fora do país
Paulo Pinto/Agência Brasil

Wagner Moura tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama, pela atuação em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, em cerimônia realizada neste domingo, em Los Angeles. A conquista histórica, no entanto, acabou dividindo espaço com declarações de cunho político feitas pelo ator diante da imprensa internacional.

Durante a coletiva, Moura afirmou que “a ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira” e classificou o governo Jair Bolsonaro, entre 2018 e 2022, como uma expressão “fascista”, associando-o a ecos do regime militar. As falas foram direcionadas a uma plateia estrangeira, pouco familiarizada com as particularidades institucionais do Brasil recente.

Embora o filme também tenha vencido na categoria Melhor Filme em Língua Não Inglesa, o momento de celebração foi marcado pela reiterada leitura ideológica do ator sobre a política nacional. Bolsonaro, vale lembrar, foi eleito pelo voto popular, governou sob a Constituição e deixou o cargo após o resultado das eleições seguintes.

O episódio reforça a opção recorrente de parte da classe artística de utilizar palcos internacionais para emitir juízos políticos sobre o país, muitas vezes sem contextualização histórica ou jurídica mais precisa.