O Washington Post iniciou a demissão de mais de 300 jornalistas, reduzindo drasticamente uma redação que já chegou a cerca de 800 profissionais. No sábado (7), o CEO Will Lewis deixou o cargo após dois anos marcados por dificuldades para apresentar um plano sustentável.
O jornal, adquirido por Jeff Bezos em 2013 por US$ 250 milhões, atingiu mais de 3 milhões de assinantes em 2021, impulsionado pela intensa cobertura política do primeiro mandato do presidente Donald Trump. O ciclo, porém, perdeu força e a base de leitores diminuiu.
Em 2024, Bezos barrou um editorial presidencial que gerou reação interna e cancelamentos em massa. Meses depois, nova reformulação na editoria de Opinião provocou outra onda de saídas. O resultado é um veículo menor, com receita pressionada e modelo de negócios em revisão.
A crise levanta debate mais amplo sobre sustentabilidade financeira, credibilidade e os limites entre posicionamento editorial e ativismo político no jornalismo contemporâneo.