Prefeito de Cuiabá afirma que o combate ao crime organizado não pode ser tratado como ameaça à economia e cobra medidas mais rigorosas contra grupos criminosos

Abilio defende endurecimento contra facções e rebate críticas sobre impactos econômicos

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Abilio defende endurecimento contra facções e rebate críticas sobre impactos econômicos
Imagem: Reprodução / Instagram

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa de medidas mais rígidas contra facções criminosas e questionou os argumentos de que o endurecimento no combate ao crime organizado poderia gerar prejuízos econômicos ao país. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa ao comentar a discussão sobre a possível classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas pelos Estados Unidos.

Segundo o gestor, não há justificativa para associar ações de enfrentamento ao crime a impactos negativos na economia formal. “Qual economia seria prejudicada? A do tráfico, das facções ou de grupos ligados a essas organizações? Porque combater criminosos não deveria representar prejuízo para o país”, afirmou.

Abilio também comparou práticas atribuídas às facções com características típicas de organizações terroristas, citando casos de intimidação, controle de territórios, cobranças ilegais e imposição de regras em comunidades dominadas pelo crime. Para ele, o medo imposto à população configura um ambiente de terror que precisa ser combatido com firmeza pelo poder público.

O prefeito ainda destacou que a substituição de lideranças criminosas não pode servir de argumento para reduzir o enfrentamento às facções. Na avaliação dele, as ações devem atingir não apenas os executores, mas toda a estrutura que sustenta essas organizações. “Se combater facção criminosa gera problema na relação entre países, então existe algo estranho nessa relação”, concluiu.