A campanha contrária à PEC da autonomia do Banco Central já teria consumido R$ 800 mil, segundo informações publicadas pela Gazeta do Povo. De acordo com a reportagem, o valor inclui os R$ 300 mil pagos à atriz Luana Piovani pela gravação de um vídeo contra a proposta, contratação registrada em ata e revelada pela Folha de S.Paulo, além de outros R$ 500 mil destinados à elaboração de uma nota técnica e à ampliação da campanha nas redes sociais. Os recursos teriam sido provenientes das contribuições dos servidores filiados ao sindicato.
A repercussão também gerou contestação técnica. A economista Marília Fontes, da Nord Investimentos, afirmou que o vídeo de Piovani contém "informações imprecisas" e sustentou que a autonomia do Banco Central não possui relação direta com a gratuidade do Pix nem com o nível das reservas internacionais, como sugerido pela atriz.
Defensores da proposta argumentam que a autonomia fortalece a independência da política monetária e reduz a influência política sobre o controle da inflação. O sindicato afirma que a contratação foi aprovada de forma legítima e representa a posição da categoria. No entanto, há divergência entre os próprios servidores, com entidades que apoiam e outras que rejeitam a PEC.