Incidentes em seções eleitorais e suspeitas envolvendo cédulas adulteradas marcam segundo turno presidencial decidido por margem mínima entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez.

Disputa acirrada no Peru tem denúncias de irregularidades e mantém resultado indefinido até os últimos votos

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Disputa acirrada no Peru tem denúncias de irregularidades e mantém resultado indefinido até os últimos votos
Reprodução

O segundo turno das eleições presidenciais do Peru foi marcado por denúncias de irregularidades e uma disputa extremamente apertada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades eleitorais, ao menos quinze incidentes foram registrados durante a votação, incluindo relatos de cédulas supostamente marcadas de forma irregular e tentativas de interferência em locais de votação.

Entre os casos investigados está a detenção de um homem de 81 anos que portava cédulas adulteradas e atuava como representante partidário. A Defensoria do Povo peruana também alertou para o surgimento de cédulas previamente marcadas, situação que passou a ser analisada pelos órgãos competentes. As ocorrências foram registradas principalmente em Lima e outras regiões estratégicas do país.

Apesar das denúncias, o presidente da Junta Nacional de Eleições, Roberto Burneo, afirmou que não existem elementos que permitam concluir pela ocorrência de fraude eleitoral e sustentou que os incidentes foram tratados conforme os procedimentos previstos na legislação. As cédulas consideradas irregulares foram substituídas e os casos encaminhados para análise.

Com mais de 94% dos votos apurados, a diferença entre os candidatos permaneceu extremamente reduzida, mantendo o cenário de indefinição. Em disputas tão equilibradas, a atuação dos órgãos eleitorais e a transparência dos procedimentos de apuração tornam-se fatores centrais para assegurar a confiança pública no resultado final.