John Bolton firma acordo com promotores, aceita multa milionária e muda estratégia jurídica em investigação sobre documentos confidenciais

Ex-assessor de Trump admite retenção de informações sigilosas

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Ex-assessor de Trump admite retenção de informações sigilosas
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O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, concordou em se declarar culpado da acusação de retenção indevida de informações sigilosas em um diário pessoal. A informação foi divulgada pela imprensa norte-americana nesta semana. O acordo firmado com os promotores federais prevê uma única acusação criminal, com possibilidade de pena de até 60 meses de prisão, além do pagamento de multa de US$ 2,25 milhões.

De acordo com a acusação, Bolton teria utilizado sua posição no governo para manter registros contendo informações confidenciais e permitido que familiares sem autorização de segurança tivessem acesso ao material. Investigadores afirmam que mais de mil páginas de documentos sensíveis foram expostas de forma inadequada, violando protocolos federais de proteção de dados.

Bolton integrou o primeiro governo do presidente Donald Trump e, após deixar o cargo, tornou-se um de seus críticos mais conhecidos. Inicialmente, ele havia se declarado inocente das acusações, mas agora optou por um acordo judicial. O caso reacende o debate nos Estados Unidos sobre o tratamento de informações classificadas, a responsabilidade de ex-integrantes do governo e os limites do acesso a documentos considerados estratégicos para a segurança nacional.