O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) registrou crescimento real de 44,45% no primeiro trimestre de 2026, somando R$ 25,2 bilhões contra R$ 17,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. O salto de R$ 7,7 bilhões coloca o tributo como o de maior expansão no país, muito acima da média geral de arrecadação, que avançou pouco mais de 5%.
O aumento tem causa direta: ampliação da incidência do imposto sobre operações do dia a dia. Compras internacionais passaram a ter alíquota padronizada de 3,5%, enquanto crédito, câmbio e financiamentos seguem com cobrança ativa. Em 2025, o IOF já havia batido recorde anual, consolidando uma trajetória de alta sustentada.
Na prática, o peso recai sobre quem consome, financia ou movimenta recursos. O avanço expressivo do IOF evidencia uma estratégia de arrecadação silenciosa, que pressiona o custo de vida ao atingir diretamente o bolso de famílias e empresas.