Impacto econômico da catástrofe no Rio Grande do Sul deve piorar ainda mais os gastos públicos

Mesmo sem pandemia, governo Lula tem déficit nominal quase igual ao período mais crítico da covid-19

· 1 min de leitura
Mesmo sem pandemia, governo Lula tem déficit nominal quase igual ao período mais crítico da covid-19
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula (PT) enfrenta um déficit nominal que se aproxima dos níveis críticos da pandemia de covid-19, agravado pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A suspensão do pagamento da dívida estadual e programas sociais elevam a dívida bruta do governo, que em março de 2023 representava 75,7% do PIB. Apesar da exclusão dos gastos emergenciais das principais regras fiscais pelo Congresso, a dívida continua crescendo, com projeções do Boletim Focus indicando um aumento para 80% do PIB.

A recente redução da taxa Selic pelo Copom aumentará o custo dos juros da dívida, dificultando ainda mais a situação fiscal. O déficit nominal acumulado em 12 meses até março atingiu R$ 998,6 bilhões, próximo do patamar de janeiro de 2021. As enchentes no Rio Grande do Sul, além de impactar diretamente as contas públicas, contribuem para um cenário econômico pessimista. Pesquisas indicam que a maioria da população vê piora na economia, inflação e desemprego, refletindo na crescente reprovação do presidente Lula, inclusive em sua base de apoio tradicional no Nordeste.