O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, criticou duramente o orçamento destinado à pasta para 2026, estimado em R$ 142 bilhões. Durante agenda oficial, classificou o valor como insuficiente: “não dá para absolutamente nada”. Segundo ele, o governo estuda propor uma PEC para assegurar um percentual fixo da receita corrente líquida da União à Defesa, nos moldes já adotados em áreas como saúde e educação.
Os números expõem o problema. Cerca de 85% do orçamento está comprometido com despesas obrigatórias, sendo 47% destinados a aposentadorias e pensões e 27% à folha dos militares da ativa. Com isso, restam aproximadamente R$ 11,5 bilhões para investimentos e ações efetivas. Desde 2014, os gastos discricionários sofreram queda expressiva, limitando a capacidade operacional das Forças Armadas.
O cenário ganha ainda mais relevância diante das dimensões estratégicas do país, que precisa monitorar extensas fronteiras terrestres e marítimas, além de áreas sensíveis como a Amazônia. A fala de Múcio reacende o debate sobre prioridades orçamentárias e levanta questionamentos sobre o espaço destinado à defesa em meio a outras demandas do governo federal.