A rejeição de Jorge Messias no Senado detonou uma crise interna no Planalto, marcada por acusações e desconfiança entre aliados. Reportagem revela que o governo passou a apontar supostos “traidores” dentro de partidos da própria base, como MDB e PP. Lideranças reagiram com dureza, negando conspirações e criticando a tentativa de transferir responsabilidades por um revés que já era previsível nos bastidores.
Os números desmontam a narrativa de traição. A base favorável não alcançava os votos necessários, e a aposta em indecisos mostrou-se frágil. O líder do governo chegou a projetar vitória confortável, mas o placar final expôs um erro grave de cálculo. A articulação política, recentemente reorganizada, também virou alvo de críticas internas.
Diante do desgaste, o discurso oficial passou a culpar um suposto “sistema”, ampliando o isolamento. Ao incluir antigos aliados nessa conta, o governo aprofunda a crise e levanta uma dúvida inevitável: quem ainda sustenta, de fato, sua base no Congresso?