Documentos revelados mostram que o Banco Central já havia identificado, em 2020, riscos concretos de liquidação no então Banco Máxima, embrião do atual Banco Master. A instituição recebeu avaliação crítica, com falhas estruturais, baixa capacidade de reação a crises e controles considerados insuficientes. Mesmo após o alerta formal, e diante de um aporte classificado como inadequado, o banco seguiu operando normalmente.
A cronologia levanta dúvidas ainda mais sérias. Em 2018, o banco já descumpria limites. Em 2019, houve rejeição e posterior aprovação controversa da aquisição por Vorcaro. No ano seguinte, o alerta foi explícito. Ainda assim, apenas em 2025 veio a liquidação já com prejuízos bilionários e impactos diretos no BRB.
O caso expõe um cenário preocupante: o problema foi identificado com antecedência, mas não contido. Agora, com rombo bilionário e investigações em curso, cresce a pressão por explicações sobre a atuação ou omissão de quem deveria fiscalizar.