Deputada é sentenciada a 10 anos de prisão por suposta fraude no CNJ; decisão levanta questionamentos jurídicos

Condenação de Zambelli expõe rigidez do STF e alimenta debate sobre imparcialidade

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Condenação de Zambelli expõe rigidez do STF e alimenta debate sobre imparcialidade
Foto: Michel Jesus / Agência Câmara

A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do STF, que também determinou a perda de seu mandato. A acusação envolve suposta participação na invasão ao sistema do CNJ ao lado do hacker Walter Delgatti Neto, com alegações de falsidade ideológica e adulteração de documentos judiciais. Todos os cinco ministros votaram pela condenação.

A defesa de Zambelli alega que não houve qualquer prova direta de sua participação na adulteração de dados, e que o processo foi conduzido em ritmo acelerado e sem direito a ampla defesa. Delgatti, condenado por outros crimes cibernéticos, tornou-se peça central da acusação, enquanto a parlamentar foi responsabilizada como suposta mentora, o que gerou críticas entre juristas e analistas políticos.

A rapidez do julgamento virtual e a ausência de pedido de vista geraram surpresa entre aliados da deputada, que ainda poderá recorrer. Para muitos, a decisão reforça a percepção de seletividade por parte da Corte, especialmente em casos que envolvem figuras com atuação mais crítica ao sistema de Justiça.

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