A nova fase da Operação Compliance Zero colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA) no centro de uma crise que já produz reflexos dentro do Palácio do Planalto. Nos bastidores, o presidente Lula avalia que o aliado deveria deixar a liderança do governo no Senado para concentrar esforços em sua defesa e na disputa pela reeleição. A preocupação, porém, vai além do campo jurídico e alcança o tabuleiro eleitoral.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o receio do Planalto é que uma eventual saída de Wagner seja interpretada como abandono de um aliado histórico, enfraquecendo a base governista na Bahia, estado considerado estratégico para o presidente. Enquanto o impasse permanece sem definição oficial, cresce entre interlocutores a defesa de uma troca no comando da liderança governista.
Nesse cenário, o nome mais cotado para assumir a função é o do senador Camilo Santana (PT-CE), que não disputará as eleições deste ano e permanecerá em Brasília durante o período eleitoral. Já Wagner tem sinalizado que não pretende renunciar ao cargo por iniciativa própria, deixando a responsabilidade de qualquer mudança nas mãos de Lula. As suspeitas envolvendo o parlamentar seguem sob investigação, sem condenação ou conclusão definitiva dos órgãos competentes.