Deputado do PSOL classifica explicações do senador como “inconcebíveis” e eleva tom do debate até dentro do próprio campo político

Críticas internas ampliam pressão sobre defesa de Wagner no caso Master

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Críticas internas ampliam pressão sobre defesa de Wagner no caso Master
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A 9ª fase da Operação Compliance Zero, que atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA), passou a produzir repercussões também dentro da própria esquerda. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) criticou publicamente a versão apresentada pelo senador sobre valores em espécie apreendidos em endereço ligado a ele, avaliando como “inconcebível” a justificativa de que o dinheiro seria oriundo de diárias do Senado.

Em declaração, o parlamentar afirmou que “tratar isso como verdade é conceber a institucionalização do absurdo” e defendeu que o caso seja devidamente apurado. Glauber também disse que o senador deve responder por seus atos e relações, ao mesmo tempo em que afirmou que a investigação não pode ser usada para blindar adversários políticos nem para relativizar denúncias que envolvam diferentes espectros ideológicos.

As suspeitas envolvendo o caso seguem em análise pela Polícia Federal e fazem parte de uma investigação mais ampla sobre possíveis irregularidades ligadas ao Banco Master. Jaques Wagner nega qualquer ilícito, afirma que os valores citados se referem a diárias e sustenta que não há irregularidades em sua conduta. O senador não é réu no processo e permanece amparado pela presunção de inocência enquanto as apurações continuam.