A partir desta quarta-feira (24), a gasolina comercializada no Brasil passa a conter 32% de etanol anidro na mistura, ante os 30% adotados anteriormente. A medida foi anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e integra uma estratégia do governo para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a necessidade de importação de derivados de petróleo e estimular a produção do setor sucroenergético.
Segundo o governo, a mudança poderá contribuir para a redução dos preços ao consumidor, além de diminuir a emissão de poluentes. Especialistas também destacam que a maior participação do etanol fortalece a cadeia produtiva ligada ao agronegócio e amplia a utilização de uma fonte renovável de energia na matriz de transportes do país.
Por outro lado, há um aspecto técnico frequentemente debatido no setor: o etanol possui menor poder energético em comparação à gasolina. Na prática, isso significa que o consumo de combustível pode variar conforme o modelo do veículo, o tipo de motor e as condições de uso. Assim, embora o preço por litro possa ser impactado pela medida, o custo efetivo por quilômetro rodado dependerá do desempenho obtido pelo veículo e da evolução dos preços nas bombas nos próximos meses.