Um dos personagens mencionados nas investigações envolvendo o Banco Master já era conhecido da Polícia Federal. O publicitário Guilherme Sodré, apontado na 9ª fase da Operação Compliance Zero como articulador entre o banco e o senador Jaques Wagner (PT-BA), havia sido alvo de apurações em 2008 durante a Operação Satiagraha, que investigou supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas.
Na ocasião, Sodré foi citado como suposto lobista ligado ao empresário investigado. Ele não foi preso nem condenado no caso. Além da proximidade política, o publicitário mantém uma relação pessoal de longa data com Wagner, de quem é considerado amigo próximo. Também é pai de Eduardo Sodré Martins, enteado do senador.
Agora, mais de uma década depois, o nome de Sodré volta a aparecer em uma investigação envolvendo o sistema financeiro. Segundo a Polícia Federal, ele teria atuado como interlocutor entre integrantes do Banco Master e pessoas ligadas ao entorno de Wagner. As suspeitas ainda são objeto de investigação e não houve julgamento sobre os fatos. Todos os citados no caso mantêm a presunção de inocência até eventual decisão definitiva da Justiça.