O ex-ministro Ciro Gomes voltou a subir o tom no debate político nacional ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro são “rigorosamente iguais” em diversos aspectos da política econômica. Em entrevista à revista Veja, Ciro declarou que não apoiará nenhum dos dois em uma eventual disputa presidencial e confirmou que pretende votar em Aécio Neves.
Liderando pesquisas para o governo do Ceará, o ex-presidenciável também afirmou que sua divergência com o PL é “insuperável” no cenário nacional, embora admita receber apoio de integrantes do partido em sua campanha estadual. Sobre o governo federal, Ciro fez críticas à condução econômica, ao arcabouço fiscal, aos índices de evasão escolar e ao crescimento do mercado de apostas esportivas.
Ao comentar as investigações envolvendo fraudes no INSS, Ciro distribuiu críticas a diferentes grupos políticos e afirmou que há responsabilidade compartilhada no episódio. Ele também declarou considerar que houve tentativa de golpe após as eleições de 2022, mas classificou as penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como excessivas. As declarações reforçam a estratégia do ex-ministro de manter distância dos principais polos da política nacional enquanto concentra esforços na disputa pelo comando do Ceará.