O ministro Gilmar Mendes classificou como um “erro crasso” a narrativa apresentada por André Mendonça sobre uma suposta tentativa de aproximação para uma “delação seletiva” relacionada ao caso Banco Master. Durante entrevista ao programa Roda Viva, Gilmar afirmou que acordos de colaboração premiada devem ser conduzidos pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, e não por magistrados.
Na avaliação do decano da Corte, a participação de juízes em tratativas dessa natureza contraria o modelo previsto pela legislação. Gilmar também voltou a mencionar situações que, segundo ele, guardam semelhanças com episódios ocorridos durante a Operação Lava Jato, citando questões como vazamentos de informações e medidas cautelares adotadas em investigações.
Por outro lado, Mendonça sustenta que rejeitou qualquer possibilidade de negociação por entender que uma colaboração premiada não pode ocorrer de forma parcial ou direcionada. O episódio expõe uma divergência jurídica sobre os limites da atuação judicial em acordos de delação. Na mesma entrevista, Gilmar também manifestou críticas à decisão do Tribunal Superior Eleitoral que suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel, tema que gerou questionamentos por parte do PL.