A presidente do México, Claudia Sheinbaum, do partido Movimento Regeneração Nacional, implementou medidas que restringem a reprovação de estudantes por desempenho ou frequência insuficientes. A decisão provocou forte repercussão internacional e reacendeu debates sobre os impactos de políticas educacionais baseadas na flexibilização de critérios acadêmicos.
Críticos do modelo afirmam que a redução das exigências escolares enfraquece o princípio da meritocracia e compromete a qualidade do ensino a longo prazo. No Brasil, políticas semelhantes adotadas ao longo das últimas décadas em diversas redes públicas de ensino são frequentemente apontadas por setores conservadores como um dos fatores ligados à queda no desempenho educacional e às dificuldades de aprendizagem observadas entre estudantes.
A discussão também ganhou dimensão política por envolver diferentes visões sobre educação, papel do Estado e formação das novas gerações. Defensores da aprovação continuada alegam que o sistema reduz evasão escolar e desigualdades sociais. Já opositores sustentam que a ausência de cobrança e desempenho mínimo contribui para a desvalorização do ensino, aumenta a dependência estatal e reduz oportunidades reais de ascensão social por meio da educação.