Lideranças da oposição no Congresso Nacional já articulam uma nova proposta de anistia ampla, geral e irrestrita para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A movimentação ganhou força após a derrubada do veto presidencial à chamada Lei da Dosimetria, promulgada na última sexta-feira (8) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Parlamentares ligados ao campo conservador avaliam que a mudança representa apenas o primeiro passo para rever punições impostas pelo Supremo Tribunal Federal.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, afirmou que um novo projeto será protocolado “no momento certo”, com expectativa de tramitação após a formação de um novo Congresso e eventual mudança no comando do Palácio do Planalto. Já o deputado Marcel van Hattem declarou que o Senado terá papel decisivo nos próximos anos, inclusive em debates envolvendo ministros do STF.
O senador Jorge Seif reforçou a defesa da anistia ampla e associou a pauta ao nome do senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi citado nas discussões, após condenação relacionada aos desdobramentos das investigações conduzidas pelo STF. O senador Esperidião Amin classificou a derrubada do veto da Dosimetria como “primeiro degrau” para futuras medidas ligadas ao tema.