Governo e bancada do agronegócio divergem sobre o custo da proposta que prevê renegociação de dívidas para produtores afetados por eventos climáticos.

Refis do Agro gera embate sobre impacto fiscal e apoio ao setor rural

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Refis do Agro gera embate sobre impacto fiscal e apoio ao setor rural
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O projeto conhecido como Refis do Agro voltou ao centro do debate em Brasília após sua aprovação no Senado. A proposta prevê mecanismos para renegociação de dívidas de produtores rurais que tenham sofrido perdas provocadas por eventos climáticos severos. Agora, o texto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

O principal ponto de divergência envolve o impacto fiscal da medida. Integrantes do governo federal afirmam que a iniciativa pode gerar custos elevados para os cofres públicos e classificam o projeto como uma medida de grande impacto orçamentário. Já representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestam essa avaliação e argumentam que o texto possui caráter autorizativo, estabelecendo critérios para renegociação sem impor desembolso automático de recursos públicos.

O debate também envolve as metodologias utilizadas para estimar os custos da proposta. Enquanto diferentes projeções circulam entre governo e parlamentares ligados ao setor agropecuário, especialistas e agentes políticos defendem maior transparência nos cálculos para permitir uma avaliação técnica mais precisa dos efeitos da medida. O futuro do projeto dependerá das próximas votações no Congresso e de eventual análise jurídica caso a matéria avance até a sanção presidencial.