O The Wall Street Journal classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como uma organização criminosa de alcance global, comparando sua atuação à da máfia italiana e destacando sua “eficiência de multinacional”. A reportagem aponta que o grupo, surgido nos presídios paulistas nos anos 1990, já conta com cerca de 40 mil integrantes distribuídos em quase 30 países.
Segundo o jornal, a facção mantém atuação estratégica e discreta, com foco em lucros e expansão internacional, estabelecendo conexões com organizações como a ‘Ndrangheta e outras redes criminosas na Europa e Ásia. Autoridades dos Estados Unidos já identificaram presença estruturada do PCC em diversos estados, levando o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a aplicar sanções ao grupo.
No Brasil, o avanço da facção reacende discussões sobre sua classificação jurídica e o enfrentamento ao crime organizado. Enquanto órgãos nacionais apontam motivação financeira nas ações do grupo, a repercussão internacional amplia a pressão por respostas mais firmes diante do crescimento da organização.