A mudança no comando do INSS não passou despercebida nos bastidores políticos. Em publicação nas redes, o senador Carlos Viana foi direto: “A troca não surge do nada. Ela acontece depois de tudo que foi exposto.” Ele relembrou os depoimentos na CPMI, onde o próprio presidente do órgão admitiu sinais claros de irregularidades, com aumento de reclamações e indícios de que “algo estava errado” e “cheirando mal”.
Segundo o parlamentar, a comissão pressionou o sistema por mais de sete horas, colocando a estrutura sob forte escrutínio. Agora, a delação de Camisotti apontado como o primeiro colaborador do esquema começa a movimentar peças dentro do governo. “Não é apenas sobre gestão. É sobre quem sabia, quando sabia e por que não agiu antes”, afirmou.
Viana também destacou confiança no ministro André Mendonça, relator de processos considerados sensíveis. Para ele, a condução técnica pode garantir que a responsabilização avance sem interferências. Com a troca já efetivada e a delação em curso, o cenário indica que novos desdobramentos devem surgir e com potencial de atingir nomes ainda mais relevantes.