A atuação do El Niño voltou ao centro das atenções após a confirmação do fenômeno para 2026. Caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, ele influencia a circulação atmosférica e modifica o clima em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil.
As consequências não serão iguais em todo o país. Estados das regiões Norte e Nordeste podem enfrentar um período mais seco, acompanhado de temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios florestais. No Sul, a tendência é de maior volume de chuva, condição que favorece alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, o calor intenso e a baixa umidade do ar devem marcar presença com maior frequência.
Embora os efeitos do El Niño sejam conhecidos e monitorados com antecedência, a eficiência das medidas preventivas dependerá da atuação das autoridades em todas as esferas. Investimentos em prevenção, monitoramento e resposta rápida podem reduzir perdas humanas e econômicas diante de um cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos.