A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a tarifa de energia elétrica terá aumento médio de 8,6% em 2026. O percentual supera as projeções atuais para a inflação do período, calculadas em 4,9% pelo IPCA e 5,8% pelo IGP-M. A previsão representa uma revisão para cima em relação ao levantamento divulgado pela agência em março, quando a expectativa era de alta de 8%.
Segundo a Aneel, os principais fatores responsáveis pelo reajuste são os encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), além dos custos financeiros das distribuidoras e do encerramento de créditos tributários de PIS/Cofins que vinham contribuindo para reduzir as tarifas nos últimos anos.
A agência ressalta que os efeitos não serão uniformes em todo o país. Consumidores atendidos por 22 distribuidoras localizadas em áreas da Sudam e da Sudene poderão registrar redução nas contas em razão de recursos extraordinários provenientes do setor elétrico. Paralelamente, a Aneel estuda mudanças no Bônus de Itaipu e discute a criação de uma tarifa fixa para residências e pequenos comércios a partir de 2028. Mesmo assim, a projeção reforça a expectativa de maior pressão sobre o orçamento das famílias e sobre os custos da atividade econômica.