Comprometimento da renda atinge maior nível em duas décadas e acende alerta econômico

Endividamento recorde expõe sufoco no orçamento das famílias

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Endividamento recorde expõe sufoco no orçamento das famílias
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aperto financeiro das famílias brasileiras atingiu o pior nível em 21 anos. Pesquisas recentes mostram que 29,7% da renda está comprometida com dívidas, enquanto apenas 21% sobra para consumo — o menor patamar em 15 anos. Mesmo com índices de emprego mais baixos, o peso das contas e dos juros evidencia um cenário de crescente dificuldade no orçamento doméstico.

Os juros elevados são apontados como principal fator de pressão. O crédito bancário para pessoas físicas alcança taxas médias de 62% ao ano, enquanto o rotativo do cartão ultrapassa 400%. Em contraste, grandes empresas enfrentam custos significativamente menores. Esse desequilíbrio amplia a vulnerabilidade das famílias, que já convivem com alto nível de endividamento desde o período pós-pandemia.

Diante desse cenário, propostas de renegociação de dívidas voltam ao centro do debate. Especialistas, porém, alertam para o risco de medidas que aliviem o curto prazo, mas incentivem novos ciclos de inadimplência. O quadro geral reforça a necessidade de equilíbrio fiscal e de políticas que reduzam o custo do crédito de forma estrutural.