Proposta de colaboração do ex-banqueiro mencionou acordo milionário e alegada tentativa de aproximação institucional; versão não foi homologada pelas autoridades

Delação rejeitada cita contrato entre Vorcaro e escritório ligado à esposa de Moraes

· 1 min de leitura
Delação rejeitada cita contrato entre Vorcaro e escritório ligado à esposa de Moraes
Reprodução

Documentos atribuídos à proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trouxeram à tona informações sobre um contrato firmado com o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o relato apresentado pelo empresário, o acordo, estimado em R$ 129 milhões, teria como objetivo aproximar-se do magistrado. A proposta de colaboração, entretanto, foi rejeitada tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República.

O escritório confirmou a existência do contrato e afirmou que os serviços jurídicos foram efetivamente prestados, incluindo reuniões, pareceres e atividades de consultoria. Não há, porém, indicação formal de irregularidade reconhecida pelas autoridades em relação ao trabalho realizado. O próprio Vorcaro, segundo os relatos divulgados, negou ter solicitado favorecimentos ou contrapartidas judiciais em decorrência da contratação.

As informações permanecem no campo das alegações apresentadas pelo investigado, uma vez que a delação não foi homologada e não produziu os efeitos jurídicos de um acordo de colaboração premiada. Até o momento, Alexandre de Moraes não figura como investigado, denunciado ou réu em qualquer procedimento relacionado ao caso Banco Master, mantendo-se intacta a presunção de inocência de todos os envolvidos.