Ministros divergiram sobre métodos adotados na apuração; relator rejeitou comparação com a Lava Jato e falou em crime organizado

Gilmar e Mendonça travam embate no STF sobre investigação do caso Master

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Gilmar e Mendonça travam embate no STF sobre investigação do caso Master
© Antonio Cruz/Agência Brasil

Uma divergência pública marcou a sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (16). Ao votar pela soltura do pai e do primo do empresário Daniel Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes criticou a condução das investigações relacionadas ao caso Master e comparou procedimentos adotados àqueles observados durante a Operação Lava Jato. O decano citou vazamentos de informações sigilosas, prisões de familiares e supostos excessos investigativos, afirmando que o Supremo precisa analisar o caso com atenção às garantias constitucionais.

Relator do processo, o ministro André Mendonça respondeu às críticas e rejeitou qualquer paralelo com a Lava Jato. Segundo ele, a investigação trata de uma estrutura que ultrapassa os limites dos chamados crimes financeiros tradicionais. Mendonça afirmou que os fatos apurados apontam para uma organização complexa, com divisão de funções e atuação coordenada, características que, em sua avaliação, se aproximam de práticas típicas do crime organizado.

Apesar da divergência entre os ministros, a maioria da Segunda Turma decidiu manter as prisões. O debate evidenciou diferentes visões dentro do próprio STF sobre os limites das investigações e sobre a forma de conduzir casos considerados de grande repercussão nacional.

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