Pesquisa interna apontou forte rejeição popular à medida e influenciou mudança de estratégia do Palácio do Planalto

Governo revê posição sobre taxação de compras internacionais após desgaste político

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Governo revê posição sobre taxação de compras internacionais após desgaste político
Reprodução

Uma pesquisa interna do Palácio do Planalto apontou alta rejeição popular à chamada “taxa das blusinhas” e contribuiu para a mudança de posição do governo federal sobre a taxação de compras internacionais de baixo valor. Segundo relatos de bastidores divulgados pela imprensa, o levantamento indicou resistência significativa da população à medida, especialmente entre consumidores de plataformas estrangeiras de comércio eletrônico.

A proposta vinha sendo defendida por integrantes da equipe econômica do governo, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sob o argumento de proteção da indústria nacional, preservação de empregos e combate a distorções tributárias no comércio eletrônico. O vice-presidente Geraldo Alckmin também havia manifestado apoio às discussões sobre regulamentação do setor. Nos bastidores, porém, a repercussão negativa nas redes sociais e o desgaste político passaram a preocupar aliados do governo.

O tema ganhou força no debate público após mobilização de parlamentares da oposição e críticas de consumidores afetados pelas mudanças nas regras de tributação. Segundo apurações repercutidas pela imprensa, integrantes da ala política do governo passaram a defender uma revisão da estratégia para evitar novos impactos na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao cenário pré-eleitoral.