Ministro condiciona ações à decisão de Lula e aposta em negociação mesmo após início da sanção

Haddad sinaliza apoio a empresas, mas evita anunciar medidas concretas contra tarifa dos EUA

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Haddad sinaliza apoio a empresas, mas evita anunciar medidas concretas contra tarifa dos EUA
Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo estuda medidas para reduzir os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo ele, estão sendo avaliadas alternativas para proteger empresas e manter empregos, mas qualquer ação dependerá do aval do presidente Lula.

A poucos dias da entrada em vigor da sanção americana, Haddad adotou tom cauteloso, dizendo que o Brasil continuará buscando o diálogo com Washington, mesmo após a medida começar a valer.

Questionado sobre medidas emergenciais, o ministro evitou se comprometer com prazos ou propostas objetivas, reforçando que o cenário ainda está sendo analisado.

Embora tenha reafirmado a disposição do Brasil em manter relações comerciais sólidas com os EUA, a falta de definições concretas reforça a percepção de lentidão na resposta econômica. O governo ainda aposta na diplomacia, mesmo com sinais claros de endurecimento por parte da gestão Trump.

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