A Justiça da Colômbia determinou que o candidato à Presidência Abelardo de la Espriella não poderá utilizar a camisa da seleção colombiana em eventos de campanha, publicações nas redes sociais ou aparições vinculadas à disputa eleitoral. A informação foi divulgada pelo jornalista Claudio Dantas. A decisão da juíza Aura Luz Forero entrou em vigor nesta quinta-feira (4).
Espriella, que disputará o segundo turno contra o senador Iván Cepeda no próximo dia 21 de junho, foi alvo de questionamentos de adversários políticos que alegaram uso eleitoral de um símbolo nacional. Na decisão, a magistrada afirmou que o uniforme da seleção não pode ser utilizado como elemento de identificação de partido, campanha ou promoção pessoal, sob o argumento de preservar a neutralidade dos símbolos nacionais.
O caso provocou forte repercussão e reacendeu discussões sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral durante campanhas. Para críticos da medida, a proibição pode ser interpretada como uma restrição excessiva à liberdade de expressão política, enquanto defensores da decisão argumentam que símbolos nacionais não devem ser apropriados por candidatos ou grupos específicos. O episódio ocorre em meio a uma das eleições mais polarizadas da história recente da Colômbia.