O advogado-geral da União, Jorge Messias, evitou responder diretamente a uma pergunta sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro durante a 34ª Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo. A informação foi divulgada pela Revista Oeste, em reportagem da jornalista Tauany Cattan.
Questionado sobre se os presos pelos atos também mereceriam o tratamento de “pacificação” que defendia em seu discurso, Messias optou por uma resposta genérica. “A Bíblia fala que a justiça anda ao lado da misericórdia. Justiça sem misericórdia é tirania, e misericórdia sem justiça é complacência. Para tudo é necessário equilíbrio”, afirmou.
A declaração ocorreu durante o evento evangélico em que Messias representou o presidente Lula. Pelo quarto ano consecutivo, o chefe do Executivo não participou da Marcha para Jesus. A ausência ocorre em um momento em que o segmento evangélico mantém relevância crescente no cenário político nacional.
Segundo pesquisa do instituto Meio/Ideia, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um eventual segundo turno entre os eleitores evangélicos, Flávio Bolsonaro aparece com 66,6% das intenções de voto, enquanto Lula registra 22,9%. O episódio reacendeu debates sobre o tratamento dado aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e sobre o discurso de conciliação adotado por integrantes do governo.