O governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 com R$ 610 bilhões em crédito para o agronegócio, apresentando o programa como o maior da história. Representantes do setor, no entanto, afirmam que o aumento nominal de 1,7% ficou abaixo da inflação estimada em cerca de 4,4%, o que, na avaliação das entidades, representa perda do poder de compra para os produtores rurais.
As críticas concentram-se na redução dos recursos para custeio da produção, que passaram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, queda de 7,18%. Faep, Aprosoja e a Frente Parlamentar da Agropecuária também sustentam que o valor total foi ampliado pela inclusão de novas fontes de financiamento, como Ecoinvest e Move Agricultura. Segundo essas entidades, sem esses recursos adicionais, o Plano Safra empresarial teria retração de 5,7%.
Para o presidente do Sistema Faep, Ágide Meneguette, anunciar um volume recorde de recursos não garante investimentos efetivos se o crédito disponível não acompanhar os custos de produção. As entidades defendem que a capacidade de financiamento do produtor deve ser analisada considerando inflação, acesso ao crédito e recursos efetivamente disponíveis para o campo.