PT é acusado de impulsionar ataques após defender proibição no TSE

Relato expõe contradição entre discurso institucional e prática digital

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PT é acusado de impulsionar ataques após defender proibição no TSE
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores entrou no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a proibição do impulsionamento de conteúdos críticos, alegando possíveis prejuízos à sua candidatura presidencial. A Corte acatou. No entanto, dias depois, a própria legenda passou a adotar exatamente a prática que tentou barrar.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, o PT teria investido cerca de R$ 400 mil em poucos dias para impulsionar conteúdos negativos contra Flávio Bolsonaro nas plataformas Facebook e Instagram, alcançando mais de 21 milhões de impressões. Entre as peças, aparecem títulos provocativos e até alegações controversas, incluindo possível uso de deep fake, conforme apontado em ações do PL.

A reação jurídica foi imediata: o Partido Liberal protocolou representações no TSE pedindo retirada dos conteúdos e aplicação de multas milionárias. O episódio reacende o debate sobre critérios desiguais na moderação política, especialmente diante de decisões recentes que classificam ataques semelhantes como “escrutínio público legítimo”, dependendo do alvo.