A deputada federal Tábata Amaral afirmou que "piada não é crime" ao defender a liberdade de expressão. A declaração, no entanto, gerou críticas por relembrar uma iniciativa da própria parlamentar em sentido contrário.
Em 2024, Tábata apresentou uma notícia-crime contra o humorista Bruno Lambert após considerar discriminatória uma piada feita por ele. A medida deu origem a uma investigação, posteriormente suspensa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Para críticos, o episódio evidencia uma contradição entre o discurso atual da deputada e sua atuação anterior. Eles argumentam que a defesa da liberdade de expressão perde força quando manifestações humorísticas direcionadas à própria figura pública passam a ser alvo de medidas judiciais.
O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e do humor. Para os críticos da parlamentar, esse direito deve proteger também conteúdos considerados ofensivos ou desconfortáveis, desde que não ultrapassem os limites previstos em lei.
A investigação contra Bruno Lambert segue suspensa por decisão da Justiça de São Paulo.