Governo americano sanciona brasileiros, empresas e rede ligada à lavagem de dinheiro do tráfico internacional

Tesouro dos EUA amplia cerco financeiro ao PCC

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Tesouro dos EUA amplia cerco financeiro ao PCC
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º), por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), sanções contra dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma empresa portuguesa por supostos vínculos com o PCC. O principal alvo é Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades americanas como responsável por conectar integrantes da facção na Flórida às operações de tráfico internacional.

Segundo o OFAC, a organização teria lavado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico de drogas nos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para remeter os recursos ao Brasil. O comunicado também descreve um esquema de lavagem baseado em operações comerciais que movimentou mais de US$ 190 milhões em apenas sete meses, com apoio de uma rede chinesa do setor de eletrônicos.

As autoridades americanas lembraram que, em janeiro, o FBI prendeu seis integrantes da célula da organização criminosa na Flórida. O Tesouro também afirma que a empresa Victory Trading, ligada a Shimada, teria sido utilizada em 2025 para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária. Esta é a terceira rodada de sanções do OFAC contra o PCC desde que os Estados Unidos classificaram a facção como organização terrorista.